sábado, 23 de setembro de 2017

DAS COISAS DA VIDA

Das coisas mais lindas que a vida pode nos dar, uma delas é o reencontro. É ficar frente a frente com a pessoa com quem você sonhou durante anos. É estar a pequenos centímetros de sentir o primeiro beijo, de marcar na pele o cheiro. É estando abraçado com o outro e se sentir dentro de um liquidificador: girando sem parar com um milhão de pensamentos cruzando entre si.        
Das coisas mais inesquecíveis que a vida pode nos proporcionar, uma delas é a saudade. É chorar de doer os olhos e se arrepiar só em ver uma foto. É ter lembranças de cinco anos atrás como se fosse hoje. É ficar observando o mar com a esperança de que algo ou alguém fosse voltar. É saudade sendo saudade. 
Das coisas mais tristes que a vida pode nos causar, é a culpa.  É ter que aceitar a dor de ter feito algo ruim a alguém (mesmo que sem querer). É lutar contra si mesmo todos os dias e ainda assim, ser o culpado. É se olhar no espelho e tentar achar o erro, mas não ter coragem pra concertar o defeito. 
Das coisas mais impulsivas que o corpo humano pode entregar, é a coragem. É ficar a milésimos de segundos de resolver a sua vida ou acabar com ela de uma vez por todas. É controlar os sentimentos e anular os pensamentos... Só pra fazer a coisa acontecer. É ser auto suficiente demais para tomar a iniciativa e como num jogo de baralho, apostar tudo ou nada.

Das coisas mais certas da vida que você pode tomar, a mais fatal, é a decisão. É esperar o momento certo para deixar as coisas fluírem. É esquecer todas as vezes que a indecisão existiu só pra não atrapalhar o agora. É deixar reverberar no corpo a sensação de decidir por algo muito importante na sua vida. É ter a sede mais salgada do mundo pra poder ter o futuro mais doce. E ainda que doa, as vezes na vida, a gente tem que tomar a decisão certa.

domingo, 3 de setembro de 2017

DESAPEGA OU NEM SE ESTRESSA!

Desfaça os nós com aqueles que já foram
importantes, crie novos vínculos e sinta-se melhor. Esqueça a mensagem enviada, visualizada e por um certo alguém, ignorada. Toma banho, escova os dentes e tudo bem, nem todo dia pertence ao caçador. Não desanima se o dia de ontem não foi bacana, tampouco chore por aquilo que não lhe acrescenta. Hoje é um novo dia, e a porra do mundo não gira em torno do nosso redor. Não adianta fazer cara de quem comeu e não gostou, nem se fazer de vítima só porque o ônibus atrasou, sabe? Acontece. Ás vezes, só não é o nosso dia...então faça valer a pena pelas oportunidades. Aproveita a folga no fim de semana, compra uma roupa nova e vai no shopping. No shopping, na praia, no cinema...barzinho talvez. Chama aquele amigo que você não conversa há meses e faz isso: compra bastante guloseima e se empanturra de batata frita, refrigerante e chocolate. Nada de se abater pelo fora que lhe deram na balada no dia anterior...não adianta! Gente cabeça dura e sem conteúdo não faz falta...faz favor. Se o dia não melhorar, pega aquelas fotos bem antigas e chore. Chore pois nada melhor do que lavar a alma, se limpar por dentro e por fora pra poder renascer...porquê viver é isso, é amadurecer, crescer, se abater, se doar e se doer. Eu sei que uma palavra amiga, um cafuné antes de dormir e uma orelha pra cheirar faz falta, mas infelizmente não amamos por dois. Felizmente caminhamos sós, ainda que de mãos dadas, você me entende? Aparentemente, mesmo que aquela pessoa que você quer tanto bem esteja distante, sentimentalmente ela pode ter você em seus pensamentos. Então, desapega. Desapega ou nem se estressa, poxa. Faz valer a pena quem fez por você valer. Coloca a reciprocidade como critério não só de vida, mas também da alma.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Deixa fluir.

Deixa que o passado venha à tona no momento certo. Não força a barra, não deixa a corda bamba se soltar. Pensa positivo, deixa que as coisas aconteçam naturalmente, sabe? Nada de botar a carroça na frente dos bois, nem procurar cartomante pra adivinhar o futuro. O que é teu tá mais guardado do que você pensa e com certeza aquilo que você mais deseja acontecerá antes do que se imagina.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Na mesa de bar e o coração vazio.


            É que afinal de contas, não se aprende a andar de bicicleta sem cair. Na vida, apesar dos altos e baixos muitas coisas que parecem ser "levianas", são as que mais nos ensinam. E não tenho medo que me julguem pelos meus erros, sabe? Eu tô aqui é pra aprender mesmo, é pra errar pra caramba e se for preciso, levantar o dedo do meio pra essa cambada que vive de viver a vida alheia...mas e daí se eu gosto de uns goles a mais nos finais de semana? Até agora ninguém chegou pra pagar as minhas contas, então se eu bebo à noite, é problema meu! Se eu pago mico, é problema meu! Se eu subir no palanque da balada e descer na boquinha da garrafa, ainda assim a vida continua sendo minha. E vocês vão ser sempre a minha plateia. Ou acham que eu não aprendi que nem só de encher a cara vive o homem? Pensam mesmo que sou tão pinguço a ponto de almoçar e jantar cachaça? Mas tudo bem...uma crítica aqui, outra acolá não mata ninguém. Mas é que não custa chegar e perguntar o porquê de tanta cerveja na mesa, ou o cinzeiro esborrotado de cinzas e a paquera rolando solta com todo o bar, né? É que na vida eu já ralei tanto, levei tantos "nãos" amorosos que só uma cerveja bem gelada pra me fazer rir e claro, que quando a mesa tá rodeada de amigos, não tem nada melhor. E quando der meia noite, só mais uma cerveja pra virar o dia...e mais uma! É uma sede mais interna do que externa, talvez uma carência...QUEM SABE? Mas nunca, jamais, em hipótese alguma um alcoolismo. E eu adoro um bom chope depois do expediente, mas isso não significa que eu seja viciado ou até mesmo dependente. 


             Pra ser bem sincero eu já aceitei o fato que mesa de bar, cerveja e cigarro não traz o amor de nossas vidas em 7 dias...mas com toda a certeza, me faz esquecer esse amor por 7 dias ou mais. E é tão bom saber que essa sensação de estar amando só é mais forte quando eu estou lá, cantando alto, dançando, passando mil e um olhares para os colegas pinguços etc. é como se eu fosse dependente não da mesa, não da cerveja, mas da essência e da sensação que é falar de quem a gente gosta. Ah, mas nem os carnavais de fevereiro superam uma boa mesa rodeada de amigos e aquela cervejinha gelada. E o coração continua pulsar, muito mais VIVO do que o meu próprio cérebro (que inclusive já aceitou o fato do coração estar vazio), mas não seco, esturricado como um chão desertificado...apenas sem um love pra chamar de "amor" ou pra chamar de "meu".

domingo, 17 de agosto de 2014

HÁ UM AMOR

Há um amor que já sentiu dor,
Como um alguém que engoliu um espinho e por dentro cortou.
Há um amor sem ferida que só amou na vida,
Teve um conto de fadas, que nem a Bela Adormecida.
Há um amor cauteloso muito rancoroso,
Que não teve a sorte do sol tocar em seu rosto.
Há um amor florido que já teve sonhos proibidos,
Mas não realizados pela ânsia do feitiço.
Há um amor que nunca sentiu dor,
Não se entregou e a magia não manifestou.
Há um amor de mentiras, com histórias da vida.
Cheio de farsas, mas com a luxúria vencida.
Há um amor escondido, verdadeiro e bonito.
Mas não concretizado pela força do inimigo.
Há um amor vermelho, refletido no espelho
Com feridas, sem mentiras, mas venceu na vida.
Há um amor sem explicações, com interrogações.
Com muita felicidade e bastante conotações. 


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Só o que couber no bolso.

     Era um fim de tarde como outro qualquer. Saí pra dar uma volta de bicicleta pela cidade e ver o movimento. Ver gente de todos os cantos, todos os tipos... Então decidi ir na praia. Caminhar naquela areia era o meu desejo do momento. Eu precisava sentir a água tocando os meus pés. Era por volta de umas 17:15, mas a hora não me importava... Na verdade, nada importava. Eu só queria caminhar até onde desse, até a minha cabeça voltar pro lugar e dá o sinal de que estava tudo bem.
     Então, por ali fiquei. Peguei no bolso um pedacinho de papel e uma caneta. Resolvi sentar e sentir aquele leve e gostoso frio que em mim tocava. Mil tormentos passaram por minha cabeça, mas eu precisava escrever naquele papel o que realmente importava. Eu estava confuso por dentro e por fora. Me sentindo a única pessoa do mundo, como se as outras pessoas do mundo vivessem num grande espetáculo só pra me atormentar. Como se eu fosse o ator principal e tudo conspirava contra mim. Então, a primeira coisa que me veio na cabeça, foi DEUS. Mais do que nunca eu senti que ele estava me observando, e que ali, naquele momento ele estava sentadinho do meu lado. Vendo as lágrimas escorrerem e os olhos fecharem de tanta dor, tristeza e decepção. 
     A segunda coisa, foi a minha família. Me lembrei de todos os momentos que passei junto com eles, BONS e RUINS, mas que foram suficiente pra me fazer ser o que eu era naquele momento. E apesar de tantas desavenças, foi com eles que mais contei quando precisei.
     A terceira coisa, me deixou com nó na garganta. Foi o momento que mais travei no momento em que sentia minha própria voz falando, mas algo me dizia que esse medo ia passar. Então eu percebi que se tratava do amor. De um grande amor. Mas eu havia lido num dia qualquer que amor não nos fazia tristes, não nos fazia chorar. Mas só então eu pude perceber que nem tudo na vida são flores. Algumas estrelas, algumas pessoas e até o sol, vez em quando, tem a sorte ou o destino de encontrar um amor recíproco. Mas eu, não. Eu sempre achei que amar não desse pra mim. Nunca fez o meu tipo: sofrer por uma pessoa que nunca ia me dá bola. Naquele instante, eu melhorei um pouco. Pensar que um dia tudo aquilo poderia mudar me fez ficar mais calmo. 
     Fiquei por volta de 3 minutos paralisado, observando apenas aquele mar que me dava muita calma. Falar de amor era como se eu fosse responder uma equação de química no qual eu não saberia responder nunca. Só aí que eu cheguei na conclusão que eu só saberia o que era amor quando eu me apaixonasse. E foi exatamente essa resposta que me fez ficar despreocupado. Eu achava que todo mundo amava por conveniência, e só. Por compromisso ou interesse. Mas aí, será que era amor mesmo? 
Peguei minha bicicleta, coloquei o papel no bolso e peguei caminho de volta pra casa. Quis viver a vida intensamente como nunca. Sair com amigos, conhecer gente nova e fazer as pazes com a família. Quis ficar bem. Fazer o bem. Sem olhar a quem. Me sentir bem. E tudo bem... Namorar um pouco, ficar com alguém aqui, alguém ali. Mas só isso! Olhei pra cima e agradeci a DEUS dizendo: Daqui pra frente, só o que couber no bolso. Assim como havia escrito no papel: DEUS, FAMÍLIA E AMOR. Até encontrar a pessoa que fosse mudar a minha vida. Mas coração vazio nunca mais... Com o tempo, o orgulho se desfaz. Quando a gente se apaixona, o coração pede paz.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Da boca pra fora é muito fácil.

Tenho tido a sensação de estar sendo perseguido por todo mundo. Onde passo, onde chego e onde vou tem sempre gente me olhando. Por todos os lados, em todos os meus passos. A sensação de que a qualquer momento o FBI vai aparecer e me raptar é cada vez maior. Acho que muita gente ainda não aprendeu a cuidar da própria vida. Definitivamente, acho que minha vida é mais interessante do que a delas. Porque francamente, ainda não sou um ganhador do Big Brother Brasil. Ainda não! Mas as pessoas são perigosas, hein? Êta gente sem noção e metida a malandrão. É tão difícil assim olhar para alguém que está caminhando na rua e continuar vivendo sua própria vida? Donde já se viu isso? Deus deu uma única e só vida para cada pessoa para que cada um cuidasse da mesma. Acho que tá mais do que na hora de olhar pro próprio rabo, comprar um espelho e só falar da minha vida quando tiver um DOUTORADO. Da boca pra fora é muito fácil, mas viver a minha vida é muito difícil, né? Vocês falam porque criticar é mais fácil do que fazer melhor. 

Agora estou em paz!

 Agora estou em paz!  Meu coração está leve e o meu peito lavado. Parei com as náuseas e enjoos.  Não, o amor não é uma droga! Ele é a cura....